Tendo o fortalecimento da laicidade do Estado
brasileiro como bandeira, a 9ª Parada da Liberdade LGBT de São Gonçalo,
organizada pelo Grupo Liberdade LGBT de SG/Santa Diversidade acontecerá no dia 16 de setembro dentro
das comemorações pelos 122 anos do município. Com concentração a partir das 15h
na Praça do Zé Garoto, no Centro da cidade, o evento terá a participação da
cantora e fenômeno do funk VALESCA
POPOZUDA, escolhida pela comunidade LGBT gonçalense para ser a madrinha da
Parada deste ano.
Como nos anos anteriores, haverá ainda shows com as cantoras gonçalenses Simone Santó e Nana Terra, acompanhada da banda Sakulejo, e muita música eletrônica com os djs Rodrigo Lima, Fabrício Guerra e Guilherme Summers. Reivindicar com música foi a forma adotada por gays de todo o mundo para atrair a visibilidade para a luta por direitos iguais e contra o preconceito, a discriminação e a violência. Afinal, como dizia a anarquista Emma Goldman, “De que me vale a revolução, se eu não puder dançar?”.
Espera-se um
público superior a 60 mil pessoas, marca registrada nas últimas edições.
Convidada especial, a atriz e cantora JANE
Di CASTRO abrirá o evento,
cantando o hino nacional, acompanhada de representantes da cena política nacional - como o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, autor da primeira lei anti-discriminação a pessoas LGBT do Brasil -, representantes do poder público e de entidades de defesa dos direitos do nosso segmento e organizadoras de Paradas de outros municípios.
A passeata – que
este ano protesta contra a crescente onda de violência contra pessoas LGBT
devido à recusa dos parlamentares religiosos em discutir o projeto de lei de
criminalização da homofobia, violando a laicidade do Estado – percorrerá
as principais avenidas do Centro da cidade e terminará às 21h em frente ao
Clube Mauá.
“As paradas são
um instrumento político extremamente eficaz, uma vez que operam uma reordenação
dos aspectos simbólicos e dos valores da nossa sociedade. Nas paradas, a
palavra chave é VISIBILIDADE em massa, que se reverte em favor da luta pelos
direitos sexuais de gays, lésbicas, travestis e transexuais. O crescimento no
número de participantes a cada ano reflete a expansão e o fortalecimento de um
campo social que respeita a diversidade sexual, reconhece as demandas do
movimento LGBT como legítimas e sabe que já é hora de o país aprovar, a exemplo
do racismo, a lei de CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA, fenômeno que todos os anos,
devido à sensação de IMPUNIDADE, mata milhares de pessoas – só em 2012, segundo
levantamento do Grupo gay da Bahia (GGB), até junho foram assassinadas 165
pessoas LGBT", afirma Well Castilhos, presidente do Grupo Liberdade/Santa
Diversidade.
Como nos anos anteriores, haverá ainda shows com as cantoras gonçalenses Simone Santó e Nana Terra, acompanhada da banda Sakulejo, e muita música eletrônica com os djs Rodrigo Lima, Fabrício Guerra e Guilherme Summers. Reivindicar com música foi a forma adotada por gays de todo o mundo para atrair a visibilidade para a luta por direitos iguais e contra o preconceito, a discriminação e a violência. Afinal, como dizia a anarquista Emma Goldman, “De que me vale a revolução, se eu não puder dançar?”.
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